quarta-feira, 13 de agosto de 2008

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Pontuação

Trabalho, supermercado, imobiliária e retrato. Tem pose certa. Decote pequeno. Calcinha de algodão. Pouco joelho no colchão. Horário controlado. Trânsito. Teatro. Sem filho. Nem contraceptivos. Cabelo escovado. Tailleur comportado. Música erudita. Literatura russa. Franceses pra suspirar. Frase curta. Pouca pontuação. Muito obrigado, volte sempre, seja bem vindo. Sobram regras. Falta instinto.

RAQUEL LEMOS

terça-feira, 22 de julho de 2008

O que mais o surpreende na humanidade?

"O que mais me surpreende são os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde... E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente e nem o futuro. Vivem como se nunca fossem morrer... E morrem como se nunca tivessem vivido."

DALAI LAMA

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Obituário

Aquele amor bem que podia ter morrido de morte natural - feito aqueles velhinhos na cadeira de balanço, livro no colo, cabeça baixa. Deveria ter morrido pelo tempo - sem queixas, anestésicos, remédios e feridas. Mas não teve acordo! Foi preciso sedativo, soro, balão de oxigênio. Muito pronto-socorro, emergência e anamnese. Teve recuperação, adeus à UTI e nova internação. O amor morreu de exaustão. Sem tragédia. Nem cadeira de balanço. Não teve velório. Nem missa. Nem nada. Morreu assim: de madrugada, com o telefone desligado.

RAQUEL LEMOS

domingo, 20 de julho de 2008

Fotografia

Fotografar é uma delícia. Escolher o que se quer registrar, o melhor ângulo, o enquadramento, a luz. Vida congelada, slide da realidade que aquece a alma e nos enche de recordações e lembranças. A dica para hoje é revisitar os antigos álbuns de fotografia, relembrar viagens, carnavais, reuniões, formaturas, casamentos. Amigos. Se ver mais novo.

ALEX XAVIER

sábado, 5 de julho de 2008


Paixão
Kleiton e Kledir

Composição: Kleiton & Kledir

Amo tua voz e tua cor
E teu jeito de fazer amor
Revirando os olhos e o tapete
Suspirando em falsete
Coisas que eu nem sei contar...
Ser feliz é tudo que se quer
Ah! Esse maldito fecheclair
De repente
A gente rasga a roupa
E uma febre muito louca
Faz o corpo arrepiar...
Depois do terceiro
Ou quarto copo
Tudo que vier eu topo
Tudo que vier, vem bem
Quando bebo perco o juízo
Não me responsabilizo
Nem por mim
Nem por ninguém...
Não quero ficar na tua vida
Como uma paixão mal resolvida
Dessas que a gente tem ciúme
E se encharca de perfume
Faz que tenta se matar...
Vou ficar até o fim do dia
Decorando tua geografia
E essa aventura
Em carne e osso
Deixa marcas no pescoço
Faz a gente levitar...
Tens um não sei que
De paraíso
E o corpo mais preciso
Que o mais lindo dos mortais
Tens uma beleza infinita
E a boca mais bonita
Que a minha já tocou...

Questão de humor

Se a vida perde o brilho
alguma luz eu acendo
onde tem falha eu emendo
coloco o que posso no trilho
separo o que não presta
o que não serve para nada
e da penumbra que me resta
faço piada.

ANNA DUARTE

terça-feira, 1 de julho de 2008

Menstruada

Sim, nossa alma menstrua. A alma fica fértil - nalgum momento, a gente é capaz de procriar. E descobre que mamãe estava errada: virar mulher não é ter cólicas nem usar absorventes. Sem perceber, a gente dorme criança e encontra a calcinha da alma encharcada.
A gente vai decidindo tudo: o financiamento do carro, o armário de seis portas, aquela viagem há tanto tempo desejada...Sem perceber, a gente vai aprendendo a optar, e descobrir, aridamente, que tudo é um grande jogo de escolhas. Permitir intrusos, aceitar ofensas, abaixar a voz, engolir a mágoa, aquele filho que não fizemos, o casamento que não teremos, o porre perfeitamente escolhido, o banho quente no dia ruim. A alma menstrua. Nalgum momento, a gente se dá conta de que somos responsáveis pelo que nos causam. É dolorido, sim. A gente acorda mais molhada, mais doida, mais distante. Mais serena. Mais presente. No presente. De repente, acordei assim.
Acendi uma vela de sete dias (nem sei se por supertição ou vontade mesmo de que as escolhas sejam iluminadas), coloquei o lixo para fora, tirei aquele cara do caminho, me perdoei pela boa esposa que não consegui ser, senti saudade de um beijo antigo e leve, vesti meu cachecol, escolhi esmalte novo, comprei pipoca com bacon, porque já não é mais possível culpar este ou aquele.
Dei-me conta das limitações que são tantas. Dei-me conta das escolhas erradas, repetidas vezes. Dei-me conta do cansaço que me causo, do sossego que não me permito. Dei-me conta de que, sem perceber, a lama menstrua.
E a gente acaba com a cólica de si mesma. Do que permitimos aos outros, do que não nos permitimos. Enquanto a vela queima, vou queimando decisões erradas. Mas no fundo, ainda alegre, porque cedo ou tarde, seria preciso que essa alma sangrasse...

RAQUEL LEMOS

sábado, 7 de junho de 2008



O GATO

O gato chega à porta do quarto onde escrevo.

Entrepara... hesita... avança...

Fita-me.

Fitamo-nos.

Olhos nos Olhos...

Quase com terror!

Como duas criaturas incomunicáveis e solitárias

Que fossem feitas cada uma por um Deus diferente.

MÁRIO QUINTANA

Amiguinhas!!!


Lizane, eu, Tetê e Jú!!!

ADORO VOCÊS!!!

Paciência
Lenine
Composição: Lenine e Dudu Falcão
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...
Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...
Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...
O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...
Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

quinta-feira, 5 de junho de 2008

A M O R

TE AMO MUITO!!!
TU SABE NÉ...

quarta-feira, 4 de junho de 2008

A M I G O S !









Pense em todos os lugares onde já morou, as escolas que freqüentou, as cidades para onde viajou, as empresas para as quais trabalhou, os sites que visitou…
Agora pense nas pessoas com quem conversou, com quem comemorou, com quem chorou, com quem construiu, com quem teclou… Não, os amigos não foram feitos para estar sempre por perto, mas para ser sempre lembrados…
Por que você acha que amizade rima com saudade?
O Amor é Brega
Cazuza
Composição: Cazuza


É verdade, o amor é brega

Escovando os dentes de manhã
Na janela
O amor é brega como o pão saindo da padaria
E o vestido mal cortado
Da Paraíba
Baby, love is pop, e pop é brega
Vamos viver de amor!
Vamos comer pipoca
O amor é brega
Eu quero um
O amor é brega
Eu quero um
Como é ridículo chorar
Como é possível acreditar
Que o amor é morte
Que o amor é morte
Que a paixão existe no centro do mundo
Que a paixão explode no meio do mundo

segunda-feira, 31 de março de 2008

www.amazoniaparasempre.com.br

CARTA ABERTA DE ARTISTAS BRASILEIROS SOBRE A DEVASTAÇÃO DA AMAZÔNIA

Acabamos de comemorar o menor desmatamento da Floresta Amazônica dos últimos três anos: 17 mil quilômetros quadrados. É quase a metade da Holanda. Da área total já desmatamos 16%, o equivalente a duas vezes a Alemanha e três Estados de São Paulo. Não há motivo para comemorações. A Amazônia não é o pulmão do mundo, mas presta serviços ambientais importantíssimos ao Brasil e ao Planeta. Essa vastidão verde que se estende por mais de cinco milhões de quilômetros quadrados é um lençol térmico engendrado pela natureza para que os raios solares não atinjam o solo, propiciando a vida da mais exuberante floresta da terra e auxiliando na regulação da temperatura do Planeta.

Depois de tombada na sua pujança, estuprada por madeireiros sem escrúpulos, ateiam fogo às suas vestes de esmeralda abrindo passagem aos forasteiros que a humilham ao semear capim e soja nas cinzas de castanheiras centenárias. Apesar do extraordinário esforço de implantarmos unidades de conservação como alternativas de desenvolvimento sustentável, a devastação continua. Mesmo depois do sangue de Chico Mendes ter selado o pacto de harmonia homem/natureza, entre seringueiros e indígenas, mesmo depois da aliança dos povos da floresta “pelo direito de manter nossas florestas em pé, porque delas dependemos para viver”, mesmo depois de inúmeras sagas cheias de heroísmo, morte e paixão pela Amazônia, a devastação continua.

Como no passado, enxergamos a Floresta como um obstáculo ao progresso, como área a ser vencida e conquistada. Um imenso estoque de terras a se tornarem pastos pouco produtivos, campos de soja e espécies vegetais para combustíveis alternativos ou então uma fonte inesgotável de madeira, peixe, ouro, minerais e energia elétrica. Continuamos um povo irresponsável. O desmatamento e o incêndio são o símbolo da nossa incapacidade de compreender a delicadeza e a instabilidade do ecossistema amazônico e como tratá-lo.

Um país que tem 165.000 km2 de área desflorestada, abandonada ou semi-abandonada, pode dobrar a sua produção de grãos sem a necessidade de derrubar uma única árvore. É urgente que nos tornemos responsáveis pelo gerenciamento do que resta dos nossos valiosos recursos naturais.

Portanto, a nosso ver, como único procedimento cabível para desacelerar os efeitos quase irreversíveis da devastação, segundo o que determina o § 4º, do Artigo 225 da Constituição Federal, onde se lê:

"A Floresta Amazônica é patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais"

Assim, deve-se implementar em níveis Federal, Estadual e Municipal A INTERRUPÇÃO IMEDIATA DO DESMATAMENTO DA FLORESTA AMAZÔNICA. JÁ!

É hora de enxergarmos nossas árvores como monumentos de nossa cultura e história.

SOMOS UM POVO DA FLORESTA!

quinta-feira, 27 de março de 2008

UMBIGO

O teu querido umbiguinho
Doce ninho do meu beijo
Capital do meu Desejo,
Em suas dobras misteriosas,
Ouço a voz da natureza
Num eco doce e profundo,
Não só o centro de um corpo,
Também o centro do mundo!
MÁRIO QUINTANA

quinta-feira, 20 de março de 2008

Rota 66 - A História da Polícia que Mata (Caco Barcellos)

Perseguição contínua
Lísye Rizziolli
http://www.canaldaimprensa.com.br/canalant/cultura/dquint/cultura2.htm

Brasil o retrato de 55 mil crimes de morte por ano. Vítimas desarmadas, indefesas, apavoradas com a perseguição policial, amedrontadas com os tiros inconseqüentes disparados e, enfim, mortas, com requintes de crueldade, já que o número dos disparos foi muito além do necessário para o homicídio. É esse cenário que o jornalista Caco Barcellos propõe-se a reconstruir, em Rota 66 - A História da Polícia que Mata.

A Polícia Militar de São Paulo foi responsável por 12 mil mortes inocentes. E, por mais incrível que pareça, 97% das pessoas encarceradas e torturadas brutalmente têm um rendimento inferior a 50 reais.

Foi estimado também, entre (1970 a 1992, data da primeira publicação do livro Rota 66) um saldo de 7.500 vítimas. Atualmente, este é um número de suma importância, que supera o número de soldados brasileiros mortos na Segunda Guerra Mundial (foram 454) e as vítimas da Guerra dos Farrapos (cerca de mil).

Pode se acreditar nisto? Polícia Militar matando pessoas por desconfiar que são bandidos? Sem contar que as vítimas, em geral, são pessoas pobres, negras ou pardas e com nenhum envolvimento com o crime.

O porquê dessas mortes ficou sem explicação até hoje. A época da ditadura foi terrível por tal brutalidade e puro prazer em fazer simples cidadãos morrerem.

Para muitos, a sucessão dos tiros era para fazer sofrer, para o fuzilamento ter um sentido exemplar. Com certeza só podia ser fruto de uma mentalidade doentia e violenta, de policiais que se mostravam indignos da própria farda.

A obra de Caco Barcellos foi de suma importância, esclarecendo às pessoas o que realmente aconteceu com o povo brasileiro diante da ditadura. "Eu gostaria que o livro Rota 66 fosse uma página virada. Infelizmente, eles continuam agindo de forma semelhante. Ainda não é uma página virada", afirma Barcellos.

quarta-feira, 19 de março de 2008

DEIXA-ME SEGUIR PARA O MAR


Tenta esquecer-me... Ser lembrado é como
evocar-se em fantasma... Deixa-me ser
o que sou, o que sempre fui, um rio que vai fluindo...

Em vão, em minhas margens cantarão as horas,
me recamarei de estrelas como um manto real,
me bordarei de nuvens e asas,
às vezes virão em mim as crianças banhar-se...

Um espelho não guarda as coisas refletidas!
E o meu destino é seguir... é seguir para o Mar,
as imagens perdendo no caminho...
Deixa-me fluir, passar, cantar...

toda a tristeza dos rios
é não poderem parar!


MÁRIO QUINTANA

domingo, 16 de março de 2008

N U M E R O L O G I A I I

Você é número 7
Seu desafio é conhecer, estudar, analisar. Você não consegue se conformar somente com o que está vendo, com os fatos. Deve buscar explicações mais profundas, escondidas. Você deve buscar conhecer-se e usar sua intuição para encontrar seu caminho. Deve compartilhar com os outros as suas descobertas.
Você é especialmente reservado e analítico. Sua grande força é sua profundidade de pensamento. Você armazena conhecimento de praticamente cada fonte que encontra. Inteligente, metódico e estudioso as questões espirituais o atraem. Quando criança, pode ter passado longo tempo sozinho, isolando-se dos outros, introspectivo, dando a impressão de ter dificuldade de entrosamento. Mas estava sempre observando tudo e todos.
Você precisa de momentos de quietude para estar com seus próprios pensamentos e sonhos internos. Você não gosta de multidões, de ruído e de confusão. Necessita de períodos para refletir e buscar respostas para aquilo que considera importante. Você é muito exigente em seu trabalho. Perfeccionista, espera dos demais o mesmo nível de desempenho. A estabilidade nos sentimentos pode ser difícil para você.
Os aspectos negativos deste número são o isolamento excessivo, o que acaba dificultando os relacionamentos. Excesso de critica e exigência pode também afastar as pessoas e torná-lo descontente, fora do mundo. A insegurança e o sentimento de solidão o fragilizam. O importante é conhecer, ter fé, acreditar em si mesmo, para poder abandonar o medo.




Eu Nunca Disse Adeus
Capital Inicial

Composição: Dinho Ouro-Preto / Alvin L.


Eu não sei o que eu tô fazendo
Mas, eu tenho que fazer
Aquela noite que eu te conheci
Eu acho, que nunca vou esquecer...
Um momento, quase perfeito
Inocente em seus defeitos
Tudo que é bom dura pouco
E não acaba cedo...
Agora, pra sempre
Foi embora
Mas eu nunca disse adeus
Agora, pra sempre
Foi embora
Mas eu nunca disse...
Eu disse vambora
Tô meio tonto
Preciso respirar lá fora
Me leve para a sua casa
Eu quero dormir
Onde você mora
Eu passando mal
E você ria
Tanto barulho
Eu não entendia
Mas concordava sem saber
Com tudo o que você dizia
Se me pedisse
Pra pular de um prédio
Eu diria sim
Qualquer coisa
Pra você gostar de mim
Agora, pra sempre
Foi embora
Mas eu nunca disse adeus
Agora, pra sempre
Foi embora
Mas eu nunca disse...
Eu perdi o rumo
E comecei a delirar
Acho que prometi até parar
De beber e de fumar
De repente a noite acaba
E todo mundo some
E me lembrei
Que eu esqueci
De perguntar o seu nome
Sem endereço nem direção
Por onde começar
Qualquer coisa pra poder
Te encontrar...
Agora, pra sempre
Foi embora
Mas eu nunca disse adeus...
Eu não como, eu não rio
Eu não sei o que é adormecer
Me desculpe se eu fechar os olhos
E desaparecer....

sábado, 15 de março de 2008

Ponto de Equilibrio



Ditadura da Televisão
Ponto de Equilíbrio
Composição: Lucas Kastrup / Diogo Viana


Na infância você chora, te colocam em frente da TV

Trocando as suas raízes por um modo artificial de se viver.

Ninguém questiona mais nada, os homens do “poder” agora contam sua piada

Onde só eles acham graça, abandonando o povo na desgraça

Vidrados na tv, perdendo tempo em vão


Ditadura da televisão, ditando as regras, contaminando a nação!

O interesse dos “grandes” é imposto de forma sutil

Fazendo o pensamento do povo se resumir a algo imbecil:
Fofocas, ofensas, pornografias

Pornografias, ofensas, fofocas

Futilidades ao longo da programação


Ditadura da televisão, ditando as regras, contaminando a nação!

Numa manhã de Sol, ao ver a luz

Você percebe que o seu papel é resistir, não é?

Mas o sistema é quem constrói as arapucas

E você está prestes a cair

Da infância a velhice, modo artificial de se viver

Alienação, ainda vivemos aquela velha escravidão.


Ditadura da televisão, ditando as regras, contaminando a nação!

sexta-feira, 14 de março de 2008

Lenda do Negrinho











PENSANDO EM NOSSA SENHORA
SAIU DEPOIS DE PERDER A CARREIRA
E AS MILES DE ONÇA PROVIZINDÁRIO
FICOU VAZIA A GUAIACA
FINCOU O NEGRO NA ESTACA
ENTRE AS AVES AGOEIRAS
CAMPO - FORA
UMA VELA NAS MÃO
A GUIAR OS PÉS DO NEGRINHO
TENTANDO CAMPEAR UM CAMINHO
E GRACIAS A UM CLARÃO
BOMBEOU NO ALTO DA COXILHA
PASTANDO A BELA TROPILHA
E AO RECULUTAR SEM RODEIO
TROUXE DE VOLTA AO PASTOREIO

MAS O CULPADO DA MAL CRIAÇÃO
FOI O FILHO DO PATRÃO
UM VERDADEIRO LACAIO
QUE NOVAMENTE ESPANTOU O BAIO
SEGUNDO JOÃO SIMÕES
NEM SE QUER AS CONFISSÕES
LIVROU O PELEGO
DO GURIZITO CAMPEIRO
DA BOCA DO FORMIGUEIRO
E DALI EM DIANTE
POR TRÊS SEGUIDAS NOITE
RONDAVA O SONO
UM SONHO DE CERRAÇÃO
E QUANDO VIU QUE ASSOMBRAÇÃO
VIVO O ESCRAVO ENTRE TRINTA TORDILHO
CAIU LOGO DE JOELHO
IMPLORANDO SEU PERDÃO

MAS DE EM PÊLO MONTOU NO PINGO
E SAIU BATENDO NA MARCA
AGARRADITO NAS CRINA
SEM ESPORA NOS GARRÃO
VIROU SANTO DE QUALQUER CRISTÃO
QUE PERDESSE O QUE ERA DE APEGO
MAS TEM UM PORÉM!
QUE A HISTÓRIA NÃO DESTACA
QUE O HOMEM POR ALGUÉM
FOI POR VIL DEGOLADO
PELA PRÓPRIA FACA
QUE SERVIA NAS CARNEADA
NAS LIDES DESTA ALMA PENADA
E AO FINDAR ESTE CONTO
QUEM CONTAR AUMENTE UM PONTO

É A MAIS GUAPA DAS LENDA
ESCRITA NO MEU RINCÃO
É CONTEDA NAS FAZENDA
AO PÉ DO FOGO DE CHÃO
DAQUELAS DE URIÇA O TOSO
ENFARTAR O CORAÇÃO
SE O MATE DO JOÃO CARDOSO
DEMORA MAIS UM TEMPÃO.

GUILHERME MORALLES

Grandes Gaúchos...

Guardo, inteira, em mim, a casa que mandei um dia pelos ares
E a reconstruo em todos os detalhes, intactos e implacáveis.

Adriana Calcanhoto
Antes, todos os caminhos iam.
Agora todos os caminhos vêm.

Mário Quintana

quinta-feira, 13 de março de 2008

M A N D A L A


Mandala é círculo mágico;
Mandala é ponte para dimensões superiores;
Mandala é caminho a percorrer;
Mandala nos revela nosso eu;
Mandala nos leva ao nosso centro;
Mandala nos leva a nossa essência;
Mandala nos leva a fonte divina;
Mandala é energia e movimento;
Mandala é totalidade, integração e harmonia;
Mandala é o começo, o percorrer, o fim e o começo;
Mandala é morte e renascimento

segunda-feira, 10 de março de 2008

N U M E R O L O G I A


Número 7 (Verônica) com número 9 (Maurício)
Vocês dois são perfeitamente compatíveis, mas a pessoa 7 vai sempre receber mais amor do que dar. Essa é a vontade da pessoa 9 Ela se entrega com muita emoção. Esta relação vai depender da intuição do 7 e do amor do 9.
As viagens serão sempre uma maneira de vocês se dedicarem ao que mais gostam de fazer: conhecer, pesquisar, analisar.

terça-feira, 4 de março de 2008

segunda-feira, 3 de março de 2008

Laís e Silvana

Trampar com pessoas tão inteligentes acrescentou muito... onde quer que eu esteja vou lembrar sempre de vocês com muito carinho... choramos, brigamos, rimos, guardamos segredos, enfim... poucas amizades se consegue fazer no trampo e com vocês sei que posso contar pra sempre!!!

S A U D A D E I I I . . . e chega!!!



Amiga Laís... menina cara de concha...saudade dos
nossos cafezinhos e almoços...ha e do tasymon, hehehe...continua com o pão integral viu!!!!

T A R O T (16.02)


Rainha de Espadas

Mantendo-se fiel aos próprios ideais

A Rainha de Espadas emerge do Tarot como arcano de aconselhamento neste momento de sua vida, Verônica.
A mensagem aqui é clara: seja fiel aos seus ideais, não se contente com pouco. Avalie criticamente o ambiente e corte todas as pessoas e situações que não servem mais em sua vida, sobretudo pessoas que você não avalia como construtivas, afinal todas as relações se pautam numa boa troca. É momento de você dar exemplo aos outros, através de sua lealdade, integridade e da capacidade de suportar eventuais sofrimentos sem se deixar abater. Você terá resistência emocional para lidar com algumas situações difíceis. Procure conversar com mulheres mais velhas que já passaram por coisas parecidas com aquelas que lhe incomodam.
Conselho: Mantenha seu nível de exigência alto, não se contente com pouco.